Moça



Que moça tão bela ele avistou chegar,
Pele alva como vela a iluminar,
Seu andar tão leve encantou sem querer,
E os olhos brilhantes pararam nele sem saber.

Vestido rodado, a bolsa de lado,
Um riso no rosto, um brilho no olhar.
Um tropeço discreto, três passos ligeiros,
E mais um sorriso, sem medo de errar.

"Que moça mais linda!" — ele ousou dizer,
"Levou meu sossego, roubou meu querer."
Um suspiro arrancado, olhares trocados,
E num sopro do tempo, um beijo ganhou.

Mas o relógio apitou, o trem se anunciou,
Os números giraram, o instante voou.
A moça tão linda partiu na estação,
Deixando pra ele só a recordação.

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